15 de novembro de 2010

O Professor na sala de aula

O professor gestor da comunicação interativa deverá utilizar a cibercultura e a interatividade potencializando sua imagem e seu trabalho, deixando de ser o transmissor do conhecimento para ser o mediador, o criador de situações-problema.
Com o advento da tecnologia hipertextual o professor deve perceber o surgimento de um novo leitor que transita de um ponto a outro criando seu próprio roteiro de leitura, interferindo, manipulando e reinventando a mensagem.
O professor ao perceber a diferença de recepção e intervenção pode redimensionar a sala de aula inspirando-se no digital é possível modificar sua comunicação centrada no seu falar-ditar e disponibilizar ao aluno a co-autoria e a participação, proporcionando mudanças na mensagem.
Essa mudança significa oferecer múltiplas informações com ou sem tecnologias digitais, mas com consciência que estas aumentam as ações que resultam em conhecimento, e oferecer percursos para conexões e expressões que os alunos possam utilizar na manipulação das informações. O professor deve motivar cada aluno a contribuir com novas informações e a criar e oferecer caminhos tornado-se um co-autor do processo.
Assim o professor define um conjunto de territórios a explorar e a aprendizagem se caracteriza pela exploração dos alunos. Deste modo o professor modifica sua forma de comunicação em sala de aula deixando de ser o transmissor do conhecimento, isto é, segundo Martín-Barbero tornando-se o “sistematizador de experiências”.
Toda essa prática pode ocorrer na sala de aula on-line também, o ambiente virtual de aprendizagem favorece a participação, a contribuição, o diálogo e a bidirecionalidade. O professor deverá observar que o ambiente virtual de aprendizagem deve ser aberto e proporcionar a navegação, exploração e a conversação assim todos poderão contribuir.
Para que o professor possa garantir uma docência interativa em educação presencial ou on-line ele deve promover várias formas de experimentos e de retorno desses utilizando trabalhos em grupos, atividades que proporcionem a troca de experiências, debates e recursos cênicos que manifestem o interesse e a motivação do aluno.
O professor deve disponibilizar uma montagem de conexões em rede que permita múltiplas ocorrências utilizando textos, vídeos, computador, internet, som fazendo uma mescla e sinalizando com objetivo de ajudar o aluno a não desviar do objetivo, porém não o impedindo de desviar. Deve também desenvolver, com profissionais da área, um ambiente aberto à navegação, contribuição e construção possibilitando o aluno conduzir a navegação. Não esquecendo da multidisciplinaridade, da transdisciplinaridade e de explorar os benefícios do hipertexto.
O professor deve elaborar problemas que possibilitem o aluno conceituar, apresentar e defender idéias com sua opinião de modo independente e colaborativo. Elaborar também situações que levem em consideração as experiências, saberes e expectativas que o aluno já possui.
Portanto, o professor promovendo a docência interativa acontece por meio da participação, bidirecionalidade, multiplicidade de conexões e experimentação. Mesmo a ausência de tecnologias digitais não impossibilita essa docência ocorrer, ou seja, uma sala infopobre pode ser rica em interatividade, pois a questão é o movimento atual das tecnologias. O professor deve estar harmonizado com a cibercultura e com a interatividade percebendo que o conhecimento não está mais no seu falar-ditar modificando assim a sua a prática docente, pois os atores da comunicação têm a interatividade e não a separação da emissão e da recepção.

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